Smart Pre-Sales — imagem de capa

GT Building · 2020

Configurador interativo de imóveis que transforma a abstração da compra na planta em uma experiência de personalização premium

  • Cross-Platform
  • Research
  • Mobile
  • Real Estate
  • Lead Gen
Contexto
A GT Building precisava de uma ferramenta digital para o empreendimento Explore Botânico, que deixasse os compradores visualizar e personalizar seus apartamentos antes de fechar negócio, reduzindo a abstração inerente à compra na planta.
Problema
Cada dúvida sobre acabamentos dependia da intervenção de um corretor, gerando atritos que atrasavam a decisão de compra. Não havia como o cliente chegar à negociação com escolhas já definidas.
Abordagem
Configurador interativo com benchmark fora do setor (Porsche, Renault, Youse, Apple), decisões de produto baseadas em pesquisa com 159 respondentes e três fluxos distintos para perfis diferentes de usuário.
Resultado
+40% de qualidade de lead, 100% de automação na captação e entrega ao corretor, e três fluxos completos entregues em 25 de outubro de 2021.

Resultados

  • +40% Qualidade de lead Escolhas já definidas
  • Fluxos entregues B2C · B2B · convertido
  • 100% Automação de captação Via CRM e WhatsApp
  • 25 Reuniões documentadas Jun–Out 2021
  • 82% Receptivos ao 3D Validou manter 3D
  • 11% Querem personalização total Validou combos curados

Atuação

Atuei como Product Designer responsável pela pesquisa com usuários, definição de fluxos e arquitetura de informação, wireframes, UI e protótipo navegável no Figma, decisões de produto junto ao cliente, benchmarking de experiência, handoff e acompanhamento de desenvolvimento e QA visual pré-lançamento. O projeto envolveu 25 reuniões documentadas entre junho e outubro de 2021, com entrega em 25/10/2021.

Estratégia

O problema estava no encontro entre uma decisão complexa e a falta de ferramenta para apoiá-la. Qualquer dúvida sobre acabamentos, disposição de ambientes ou materiais só era respondida com um corretor por perto. Isso esticava o ciclo de negociação, encarecia cada lead e deixava o fechamento na mão de vários contatos que dava pra antecipar.

Digitalizar o processo que já existia resolveria pouco. O ganho real estava em fazer o comprador chegar ao corretor com as escolhas já feitas. Com isso, a visita de vendas deixa de ser a hora de tirar dúvidas e passa a ser a hora de confirmar.

Processo

O projeto foi dividido em 5 fases com 25 reuniões: Discovery (kick-offs paralelos com times de UX, 3D e desenvolvimento, mapeamento de público e escopo), Definição do Fluxo (jornada validada end-to-end), Iterações de Protótipo (decisões críticas de arquitetura), Refinamento (aditivo de escopo e casos de uso adicionais) e Pré-lançamento (bugs, copy e QA final).

Cada decisão de produto saiu da pesquisa, não do achismo. Mantive o componente 3D mesmo sendo caro de implementar, porque 82% dos usuários eram receptivos e 81% toleravam o tempo de carregamento. E adotei a estratégia de combos pré-definidos porque só 11% dos respondentes queriam personalizar tudo.

  • Research-Driven
  • Cross-Industry Benchmark
  • Multi-Profile Flows
  • Handoff & QA

Diagnóstico

Solução

Impacto

  • Automação de captação

    Lead, ID e carrinho chegam ao corretor via CRM e WhatsApp, sem ninguém mexer manualmente. A equipe de vendas recebe um pacote completo, não só um contato.

  • Fluxo pós-conversão

    No refinamento, o escopo cresceu para incluir um fluxo específico para quem já tinha fechado negócio, permitindo revisitar e confirmar as escolhas de personalização depois da conversão. Essa extensão apareceu durante o design; não estava no escopo original.

  • Processo colaborativo

    25 reuniões documentadas em 5 meses, com cliente, time 3D e desenvolvimento. Esse volume de alinhamento dá a medida do que foi integrar UX, visualização 3D, CRM e automação num produto só, com prazo fechado.

Reflexão

O que este projeto realmente foi

O entregável era uma ferramenta de vendas, mas o trabalho era de produto. Interface bonita não daria conta: precisei entender o funil de vendas, as necessidades dos canais B2C e B2B, os limites técnicos do 3D e a lógica de automação do CRM. A decisão que mais pesou foi mirar fora do setor imobiliário (Porsche, Renault, Youse, Apple) em vez de copiar os concorrentes do segmento. Calibrar a régua pelo melhor da categoria, e não pela média do setor, mudou o produto que saiu.

O que permaneceu depois

Saí daqui com três aprendizados que passei a usar sempre: benchmark fora do segmento levanta o padrão; pesquisa destrava decisão difícil; e, quando a escolha do usuário é complexa, curadoria bem feita ajuda mais do que liberdade total. Um produto que serve B2C e B2B ao mesmo tempo também pede arquitetura pensada, com fluxos separados por decisão de design, não por limitação técnica.

O que eu faria diferente

Definiria o escopo do backoffice mais cedo, ainda no diagnóstico. As permissões diferentes entre Gerente e Coordenador só apareceram no meio do projeto; se tivessem sido mapeadas no Discovery, teriam evitado uma rodada de retrabalho de arquitetura. A complexidade do B2B sempre aparece mais tarde do que deveria.

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