Growth Activation — imagem de capa

Conta Azul · 2023–2025

Otimizando a experiência de milhares de novos usuários do ERP para que alcancem o valor real do produto

  • Growth
  • Activation
  • ERP SaaS
  • AI-Augmented
Contexto
Conta Azul é a principal plataforma de gestão financeira do Brasil para pequenas e médias empresas, e a complexidade do produto era seu maior risco de ativação.
Problema
Taxa de ativação de 30%, contra meta de 60%. Um desempenho abaixo do mercado com impacto direto em cancelamento e receita.
Abordagem
Diagnóstico estruturado antes de qualquer solução: 9 métodos de pesquisa, redefinição de ativação baseada em dados e 31 iniciativas ao longo de 2 anos.
Resultado
Melhorias expressivas em ativação, receita e descoberta de funcionalidades, com impacto organizacional que incluiu mais de 200 oportunidades mapeadas e um novo time criado.

Resultados

  • +189% NFS-e criada Inversão do rascunho
  • +500% Conversão de trials Gamificação · base isolada
  • +40% Vendas criadas Onboarding em escala
  • +109% Cliques nos CTAs Visão geral · primeiros dias
  • 1.392 Vendas em 10 dias Via novos pontos
  • +600% Acesso a Pix compensado Simplificação de navegação
  • 200+ Oportunidades mapeadas Novo time cross criado
  • 31 Iniciativas entregues Em 2 anos de atuação

Atuação

Como Growth Designer tinha um problema inicial específico a resolver: novos usuários não chegavam ao valor do produto. Na prática, virou trabalho de estratégia, pesquisa e execução ao mesmo tempo, sempre colado nos dados e no que as pessoas de fato faziam dentro do produto. Foram 31 iniciativas em dois anos, com impacto medido em ativação, receita, emissão fiscal e descoberta de funcionalidades.

Estratégia

O problema que o negócio chamava de “ativação” era, na prática, quatro camadas sobrepostas:

  • Mensuração: cada time media uma coisa diferente, sem definição compartilhada.
  • Organização: CS como gargalo de escala, dependência humana que não crescia com a base.
  • Produto: caminhos invisíveis, estados vazios sem orientação, primeira experiência sem estrutura.
  • Dados: sem entendimento estruturado do motivo pelo qual usuários cancelavam.

Atacar uma camada de cada vez moveria pouco o ponteiro. Parei de tratar a ativação como fila de features e passei a tratar como sistema. Foi isso que deixou o impacto se acumular em vez de se diluir.

Processo

Não proponho solução antes de entender o contexto. Aqui isso significou três coisas: conversar com clientes para achar as dores reais, mapear o produto para entender o negócio por dentro e ouvir os times de operação, que enxergavam fricções que nenhum dashboard mostrava.

Uso IA no discovery e na execução para ganhar velocidade, principalmente em análise de dados e síntese de pesquisa. Cada iniciativa começa com uma hipótese clara e uma métrica de sucesso definida antes de desenhar qualquer tela.

  • Hypothesis-Driven
  • Mixed-Methods
  • Metrics-Driven
  • AI-Augmented

Diagnóstico

Todas as decisões de design aqui foram embasadas em evidências reais, ligadas ao negócio, aos objetivos, aos problemas de experiência e aos de operação. Cada uma veio de uma fase de diagnóstico. A sequência abaixo está na ordem real em que aconteceu, e cada etapa alimentou a seguinte.

Solução

Oito iniciativas, agrupadas por área de impacto. Cada uma ataca um ponto de falha específico que o diagnóstico expôs.

Impacto

As métricas por iniciativa estão na seção anterior. Aqui: o que mudou na organização.

  • Novo time criado

    O diagnóstico tornou visíveis problemas que estavam ali o tempo todo, mas que nenhum time assumia como seus. As mais de 200 oportunidades que mapeei viraram a base de um time novo, dedicado à qualidade da experiência. Esse time herdou o backlog inteiro saído dos artefatos do projeto e passou a cuidar de partes do produto que antes não tinham dono.

  • CS liberado do onboarding

    O onboarding padrão deixou de depender 100% de atendimento humano e passou a funcionar sozinho, sem precisar aumentar o time. Com isso, o CS pôde se concentrar onde realmente faz diferença: contas complexas, clientes em risco e suporte especializado.

  • Discovery com IA difundido

    Documentei o jeito de pesquisar e sintetizar com IA, e outros designers do time começaram a adaptar isso no próprio trabalho. O método acabou rendendo bem além deste projeto.

Reflexão

O que este projeto realmente foi

O briefing era ativação: uma métrica para subir, uma lista de iniciativas para entregar. O trabalho que mais pesou no resultado veio antes de qualquer tela, na hora de desenhar o sistema por trás da métrica.

A primeira decisão foi a mais difícil: desacelerar e mapear o sistema antes de propor solução. Só isso já mudou o tamanho do problema. O que o negócio chamava de “problema de ativação” era, ao mesmo tempo, problema de mensuração, de organização, de produto e de dados.

O que permaneceu depois

O que eu valorizo numa contribuição é o que continua rodando depois que saio da empresa. Aqui ficou bastante coisa: um time novo, um jeito comum de medir ativação, uma infraestrutura de onboarding que não existia e um modo de pesquisar com IA que outros designers adotaram. As 31 iniciativas são a parte visível; o sistema que as sustenta foi o que de fato ficou.

O que eu faria diferente

Puxaria o time de dados pra dentro já na primeira semana, e não depois das entrevistas qualitativas. Montaria o blueprint aos poucos, como documento vivo, em vez de deixar para fechá-lo no fim como peça de síntese. E colocaria o limite de capacidade do CS na mesa logo nas primeiras conversas com stakeholders. Nomeada cedo, essa restrição teria entrado como parâmetro de design desde o começo, não como obstáculo descoberto no meio do caminho.

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