Otimizando a experiência em soluções tributárias e fiscais: renovação de produtos, unificação de identidade e design system
Design System
UX/UI
Tributário
Branding
Lean UX
Contexto
A Econet Editora é referência nacional em informação legal tributária, fiscal, contábil e trabalhista, com mais de 20 anos de mercado e um ecossistema de produtos digitais em constante evolução.
Problema
Produtos em diferentes estágios de maturidade (incluindo MVPs) sem identidade visual unificada, fluxos inconsistentes e experiências que não refletiam o posicionamento da empresa como referência do setor.
Abordagem
Design centrado no usuário aplicado ao redesign e modernização dos produtos, partindo de proto-personas e benchmarking de mercado para unificar padrões visuais, linguagem e fluxos.
Resultado
Ecossistema de produtos com identidade unificada, design pattern estabelecido como base para novos desenvolvimentos e interfaces modernizadas com foco em redução de esforço cognitivo.
Atuação
Atuei como Product Designer auxiliando os times de produto (Product Owners, desenvolvimento e gerência de projetos) na otimização de interfaces e renovação da identidade dos produtos digitais da Econet. A atuação combinou design centrado no usuário com execução em metodologia Lean UX, cobrindo desde pesquisa e benchmarking até a criação do design pattern, redesign de produtos existentes e especificação de microinterações.
Estratégia
A tensão era entre escala e coerência: um ecossistema de produtos digitais que havia crescido sem padrão visual ou de experiência comum. Identidades visuais diferentes, fluxos inconsistentes e comunicação sem voz unificada fragmentavam a percepção da marca e criavam esforço cognitivo desnecessário para usuários que transitavam entre as ferramentas.
O desafio estava em modernizar e unificar o que existia, sem partir do zero. A Econet já tinha referência de mercado no domínio tributário e fiscal; faltava uma base de design que fizesse isso transparecer de fora. A solução pedia abordagem sistêmica, mais do que uma sequência de redesigns isolados.
Processo
A abordagem foi estruturada em Lean UX, com ciclos curtos de design e validação em colaboração próxima com os times de produto e desenvolvimento. O ponto de partida foi a imersão no domínio: entendimento da complexidade tributária e fiscal e de como ela se traduz em necessidades reais dos usuários das ferramentas.
Proto-personas construídas com base em comportamentos e opiniões de clientes próximos das equipes internas orientaram as decisões de design. Benchmarking de mercado identificou referências tanto dentro do nicho quanto em metodologias de design system aplicadas por empresas de tecnologia.
Proto-personas comportamentais
Benchmarking de design system
Lean UX
Colaboração cross-team
Diagnóstico
Pergunta: Quem são os usuários das ferramentas Econet e quais são seus comportamentos e necessidades centrais?
O que foi feito: Construção de proto-personas baseadas em comportamentos e opiniões de um grupo de clientes próximos da equipe interna, profissionais em contato direto com os usuários das ferramentas.
Achado principal: Usuários lidam com informações de alta complexidade técnica e realizam ações repetitivas com frequência. Redução de esforço cognitivo e clareza visual eram mais relevantes do que sofisticação estética.
Artefato: Proto-personas com perfis comportamentais e necessidades centrais por tipo de usuário.
Proto-personas construídas a partir de comportamentos e opiniões de clientes próximos da equipe interna
Pergunta: Como empresas similares ou com metodologias avançadas de design estão estruturando seus produtos e design systems?
O que foi feito: Análise aprofundada de concorrentes e de empresas em nichos adjacentes que utilizam design centrado no usuário e design systems maduros. Foco em padrões de interface para ferramentas de produtividade e produtos B2B complexos.
Achado principal: Produtos com design system estabelecido apresentam maior consistência percebida e menor curva de aprendizado entre ferramentas. Paletas neutras com hierarquia clara funcionam melhor em interfaces de alta densidade de informação.
Artefato: Análise de referências de mercado com aplicações ao contexto Econet.
Referências de design system maduro analisadas no benchmarking
Solução
Problema: Dashboards desktop com hierarquia visual pouco clara, dificultando a leitura de dados e a tomada de decisão em ferramentas de consulta e análise.
Decisão de design: Redesenho das interfaces de dashboard para otimizar leitura, reduzir esforço cognitivo, facilitar tomadas de decisão e tornar as interfaces mais atrativas, sem sacrificar a densidade de informação necessária para o domínio tributário.
EcoDFe: antes e depois do redesign da listagem de notas fiscais
Problema: Produtos com nomes e identidades visuais desconexos, sem linguagem comum que reforçasse o posicionamento da Econet como ecossistema integrado.
Decisão de design: Desenvolvimento de nova linguagem de identidade para os produtos, unificando e atualizando as marcas. Início de estudos de novos nomes para alguns produtos, buscando maior coerência com o posicionamento da empresa.
Identidades antigas e novas: EcoDFE, GNRE e Auditor EFD renomeados e redesenhados
Problema: Cada produto usava cores e fontes de forma independente, sem sistema. A percepção de fragmentação começava na camada mais básica da identidade visual.
Decisão de design: Nova paleta de cores baseada nas cores institucionais da Econet, enriquecida com variações e gradientes para interfaces mais leves e modernas. Família tipográfica Roboto, aliada aos princípios do Material Design, para garantir versatilidade, legibilidade e hierarquia visual consistente. Família de ícones criada para ser coerente com o design pattern e adaptável às necessidades de cada produto.
Nova paleta de cores institucionais e secundárias
Problema: Sem padrão compartilhado, cada produto tomava decisões independentes de botões, espaçamentos, estados e interações, multiplicando o retrabalho e tornando a manutenção cara.
Decisão de design: Início de um design pattern abrangendo estilos de botão, tipografia e paleta de cores, adaptável às necessidades de cada produto, mas com base comum. Estrutura que funciona tanto como biblioteca visual quanto como referência de código para o time de desenvolvimento.
Componentes do design pattern: botões, toggles, dropdowns e estados de interação
Problema: Produtos existentes com fluxos que não haviam evoluído junto com as necessidades dos usuários: pontos de fricção em ações repetitivas e hierarquias de menu sem orientação para tarefas principais.
Decisão de design: Redesign dos produtos com foco em: atalhos para ações frequentes, CTAs em destaque, simplificação de hierarquias de menu e redução do esforço cognitivo em ações repetitivas. Cada redesign partiu da análise dos padrões de uso reais das ferramentas.
Fluxo mobile de consultoria: menu simplificado, lista de consultas e atendimento
Problema: Interfaces estáticas sem feedback visual para ações do usuário criavam incerteza, especialmente em operações que envolvem processamento de dados fiscais.
Decisão de design: Especificação de animações em elementos de interface para comunicar estados de carregamento, validação de arquivos e mudanças de contexto. Foco em reduzir sobrecarga cognitiva e melhorar a percepção de resposta do sistema.
Feedback de validação dos arquivos enviados
Impacto
Consistência sistêmica
A unificação do design system estabeleceu uma base que permitiria lançar novos produtos com identidade coerente, sem reconstruir padrões do zero a cada iniciativa.
Menos retrabalho
Um design pattern compartilhado reduziu decisões redundantes entre times, tanto na manutenção dos produtos existentes quanto no desenvolvimento de novas funcionalidades.
Posicionamento reforçado
Interfaces modernizadas e com linguagem visual unificada reforçaram o posicionamento da Econet como empresa que investe em tecnologia e design para entregar soluções de alta qualidade no domínio tributário.
Reflexão
O que este projeto realmente foi
Começou como redesign e logo virou um problema de sistematização. O grosso do valor não veio das telas modernizadas uma a uma, mas da infraestrutura de design (padrões reutilizáveis, paletas, componentes) que sustentou a consistência no longo prazo. O domínio tributário e fiscal cobrou imersão profunda: traduzir requisitos técnicos densos em interfaces acessíveis sem simplificar demais. A margem entre clareza e perda de precisão era estreita, e cada decisão precisava se justificar dentro dessa tensão.
O que permaneceu depois
O design pattern iniciado aqui foi a contribuição de maior prazo. Padronizou o que existia e, mais do que isso, criou uma linguagem que designers e desenvolvedores seguintes puderam usar sem reconstruir as decisões já tomadas. O padrão reutilizável continuou rendendo muito depois que as telas daquela época já tinham sido substituídas.
O que eu faria diferente
Começaria a construção do design system de forma mais modular, priorizando os componentes de maior frequência de uso nos produtos mais maduros, antes de expandir para produtos em estágio de MVP. Também formalizaria mais cedo os critérios de “pronto” para cada padrão, reduzindo ambiguidade durante o handoff.
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